quarta-feira, 25 de julho de 2018

(Re)produção da loucura!



O ato simplista e reducionista de catalogar, apresadamente, todo e qualquer indivíduo que possui o universo subjetivo mal adaptado ao meio social onde vive no panteão dos "loucos", e de tratá-lo como tal (isto é, como um sujeito social anormal/doentil), através da postura de superioridade dos "sanos" para com eles e da iniciativa de edificar lugares para neutralizá-los, se constitui como um refinado mecanismo que os atores sociais "bem adaptados" lançam mão para, a um só passo, excluir sujeitos inaptos a continuar no jogo social e velar pela insanidade  das condições sócio-históricas objetivas que produzem insanidade e loucura. (Obviamente: com este realce dado ao fator sócio-histórico, não nego a atuação do fator biológico na produção da loucura - até mesmo porque este último fator não se reduz à genética e à hereditariedade,  mas também urge ser compreendido como resultado da atuação do meio social sobre os circuitos neuronais do indivíduo).