NA POLÍTICA NÃO TEM “GOLPE DE SORTE”!
Na política é possível que haja golpe. Contudo, golpe de
sorte não. A política não se curva perante os desígnios da sorte e do acaso,
pelo contrário, ela se orienta conforme o calor dos interesses em jogo (sejam
eles cumpridores do ideal da busca do bem comum ou pervertidos pelos interesses
particulares face aos coletivos).
Somando o número de senadores que votaram favoravelmente ao impeachment (a quantia de 55 votantes)
mais os que votaram contrariamente (a quantia de 22 votantes) chegamos a
somatória de 77 votantes no total. Um numerólogo pode muito bem interpretar
este resultado numérico dizendo que ele indica a dupla perfeição do ato que
culminou no afastamento da presidente Dilma (o número sete costuma ser tomado
como significante do princípio de perfeição).
Com efeito, não pense que somente está associação é
superficial e supersticiosa. Neste momento, praticamente todas as tentativas de
qualificar o afastamento da presidente como sendo um ato que resulta em
benefícios ou malefícios para a nação, por mais que parta da análise dos mais
renomados especialistas, devido a inexistência do distanciamento histórico do
fato, este último tão necessário para uma análise que desnude as aparências e
vá direto ao cerne dos interesses em jogo, está fadada a ser igualmente
superficial e supersticiosa.
O que nos aguarda no nosso horizonte político? O que esperar
do novo governo? Avanços? Retrocessos? O interesse de quais grupos será
defendido? O que podemos fazer em prol de um Brasil melhor? Na política, não
conte com a sorte. Conte com a ação de sujeitos históricos que agem no calor
das forças em jogos visando tornar reais
interesses diversos
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| Disponível em: <https://commons.wikimedia.org> Acesso em: 12 de maio de 2016. |

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