quinta-feira, 12 de maio de 2016

NA POLÍTICA NÃO TEM “GOLPE DE SORTE”!

NA POLÍTICA NÃO TEM “GOLPE DE SORTE”!

Na política é possível que haja golpe. Contudo, golpe de sorte não. A política não se curva perante os desígnios da sorte e do acaso, pelo contrário, ela se orienta conforme o calor dos interesses em jogo (sejam eles cumpridores do ideal da busca do bem comum ou pervertidos pelos interesses particulares face aos coletivos). 

Somando o número de senadores que votaram favoravelmente ao impeachment (a quantia de 55 votantes) mais os que votaram contrariamente (a quantia de 22 votantes) chegamos a somatória de 77 votantes no total. Um numerólogo pode muito bem interpretar este resultado numérico dizendo que ele indica a dupla perfeição do ato que culminou no afastamento da presidente Dilma (o número sete costuma ser tomado como significante do princípio de perfeição).

Com efeito, não pense que somente está associação é superficial e supersticiosa. Neste momento, praticamente todas as tentativas de qualificar o afastamento da presidente como sendo um ato que resulta em benefícios ou malefícios para a nação, por mais que parta da análise dos mais renomados especialistas, devido a inexistência do distanciamento histórico do fato, este último tão necessário para uma análise que desnude as aparências e vá direto ao cerne dos interesses em jogo, está fadada a ser igualmente superficial e supersticiosa.

O que nos aguarda no nosso horizonte político? O que esperar do novo governo? Avanços? Retrocessos? O interesse de quais grupos será defendido? O que podemos fazer em prol de um Brasil melhor? Na política, não conte com a sorte. Conte com a ação de sujeitos históricos que agem no calor das forças em jogos visando tornar reais  interesses diversos
Disponível em: <https://commons.wikimedia.org Acesso em: 12 de maio de 2016.




                                                                                                                

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