A polícia em greve. O caos
instaurado (ele sempre esteve ali). A desordem impera. A sociedade clamando por
SEGURANÇA (na prática a presença coercitiva do Estado ordenando o nosso desordenado
cenário/espaço sóciohistórico brasileiro) e por PAZ (assegurada pela força
ostensiva da Lei e da arma). [Esta é a percepção de um indivíduo que acompanha
o conflito enquanto telespectador]. Com efeito, aprofundando um pouco mais o
mergulho na realidade retratada advém a pertinência de situar o conflito no
contexto no qual ele se situa. O conflito de hoje se enreda desde longa data. São
os galhos de uma árvore a muito enraizada (Presença determinante de um processo de colonização em nosso histórico. Herança colonial. Desigualdade social. Discriminação
racial. Corrupção eleitoral. “Voto do cabresto”. Paternalismo. Assistencialismo.
...). O caos, ali manifesto
explicitamente, deixou o Brasil perplexo. Natural? Como, assim? Ele estava ali
o tempo todo. O caso é que o “demônio” era controlado pelo contínuo sacrifício
repressivo do Estado. Foi o sacrifício cessar e ele se manifestou!


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