quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Esperança CIRCUNSTANCIALIZADA

Que a esperança não seja uma espécie de ópio, mas a força motriz a mobilizar ações humanas direcionadas à modificação das situações sócio-históricas concretas que geram (des)esperança.

Disponível em: http://www.doispensamentos.com.br/site/?p=61


Com efeito, se para o processo de educação/formação do homem se coloca como horizonte formar pérolas, então é preciso que ele não se feche às condições sócio-históricas desde as quais se situa; isso ocorre quando ele se mitifica no cultivo de uma esperança ilusória (que se aplica apenas dentro dos limites dos muros institucionais), isto é, fechada em si, idealística, que não dialoga com as realidade que lhe são adversas. Com efeito, assim como ocorre com a concha no processo de constituição da pérola, é necessário o ferimento, advindo do contato com as condições adversas (neste caso, contidas na realidade sócio-histórica), para que o processo ocorra conforme o esperado. 

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