quarta-feira, 22 de agosto de 2018

(In)determinação???

Planejamento e construção.

Dentre os três Reinos existentes, o Mineral, o Vegetal e o Animal, esse último se distingue dos anteriores, sobretudo, pelo fato de possuir inteligência suficiente para adquirir hábitos e, ulteriormente, ultrapassar determinações de padrão físico-químico. Dentro do Reino Animal, a Humanidade se destaca por conseguir racionalizar esse processo, em termos de meios e fins, difundindo determinado padrão de racionalização para parcela significativa de seus semelhantes, mediante a Cultura.

Revisitando nossa história preocupa-nos o seguinte: quem está em posição de hegemonia (seja este ente um indivíduo e/ou um grupo de indivíduos), porque detém capital, informação, tecnologia aperfeiçoada, infraestrutura operacional, papel de relevante status e prestígio no jogo social etc., seja pelo que faz e/ou pelo que deixa de fazer enquanto dinamiza, governa e atua na vida social, logra êxito em ditar as linhas mestres que influem decisivamente sobre o processo de “humanização do homem” em curso, influindo, consequentemente, sobre o tipo de humanidade “produzido”, gestado.

Assusta-nos o seguinte: em meio à deterioração de nossas instituições, à descrença na imparcialidade dos ritos da Justiça, ao recrudescimento do processo de despolitização de nossa sociedade (presente na entrega aos antigos sistemas de corrupção, por parte dos eleitos, e o mergulho na apatia política, por parte dos eleitores, antes mesmo que se tornem participantes ativos no nosso regime democrático), ao agigantamento da desigualdade social [histórica e estrutural em nossa ‘vertical’ Nação], (que se reflete, por exemplo, na disparidade quanto ao acesso a alimentação de qualidade e em quantidade suficiente, ao vestuário, a educação, a água potável, ao saneamento básico, a oportunidade de qualificação pessoal e inserção no mercado de trabalho ou outra ocupação digna, a práticas esportivas e recreativas), fundamentalistas, nas mais diversas esferas sociais (sobretudo na política e religiosa), vem ocupando, silenciosamente, esta posição de hegemonia (se despontam como alternativa para defender a ordem e a harmonia social, persuadindo os que se percebem ameaçados pela intrepidez da História). Que projetos irão propor e quais as consequências desses projetos para nossa vida social?

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